O Dr. Turner Billingsley, Diretor Médico da InterSystems, vê o enfoque na saúde da população como um fator de vital importância para os centros de saúde e para as redes integradas. O ideal é que os métodos selecionados criem modelos de atendimento que sejam duradouros e sustentáveis.

Enquanto muitas entidades lutam por obter sucesso con esses modelos de atendimento à saúde em base ao valor, o certo é que a saúde da população precisa de um enfoque centrado no paciente para chegar a ser eficaz.

Billingsley acredita que as organizações de saúde devem pensar especificamente em como podem capacitar os clínicos, para ser mais eficientes com relação a melhorar o estado geral de saúde da população, mediante a otimização do atendimento às pessoas.

Entre outras coisas, isso requer: padronização, localização, personalização e adaptação.

. Padronização

No atendimento à saúde, a padronização implica o uso das melhores práticas baseadas na evidência. Para as prioridades de gestão de saúde da população, isso também requer estabelecer um padrão de medição consistente.

Ainda que o tipo de elemento de atendimento possa variar, como o resultado, custo, utilização ou satisfação do paciente, a forma como se mede cada aspecto deve ser padronizada e consistente.

Também é preciso padrões coerentes, como HL7, ADC e FHIR, para garantir um intercâmbio medível e repetível dos dados de saúde da população. Os provedores de implementação de sistemas foram mais atentos com os documentos de planos de saúde, os membros da equipe que compõem este plano e a representação de seus papeis.

Estas consistências são essenciais para reduzir as brechas no atendimento, seguindo os padrões das melhores práticas e garantindo o sucesso em geral da iniciativa de saúde para a população.

. Localização

Sem importar as capacidades atuais da telemedicina, o atendimento médico continua sendo fundamentalmente local e reflete os serviços disponíveis, modelos de pagamento, aspectos culturais e disposições legais dentro da comunidade do paciente.

Ainda quando o paciente possa receber atendimento direcionado por un especialista em outra parte do país, continua sendo decisão do centro de saúde local analisar essas melhores práticas e táticas de entrega do atendimento. É por isso que é importante que os planos de atendimento considerem as condições locais e que todos os membros da equipe tenham acesso a registros completos, compartilhados e longitudinais, para garantir que todos os fatores do atendimento estejam alinhados.

As funções de Intercâmbio de Informação Clínica (HIE, por suas siglas em inglês) podem entregar uma plataforma beneficiosa para desenvolver um registro de atendimento de saúde conectada e em nível de comunidade. Ao facilitar a incorporação de dados, o intercâmbio de informação e sua apresentação a todos os membros da equipe de atendimento, con seus fluxos preferidos, o HIE permite que os prestadores entreguem planos de saúde mais eficientes e completos para seus pacientes e dentro de suas comunidades locais.

. Personalização

O atendimento à saúde sempre esteve e sempre estará, centrado no paciente. Para isso, deve ser personalizado e baseado no prontuário médico único de cada pessoa e em suas necessidades de atendimento.

Dar um atendimento personalizado deve, inclusive, considerar a modificação de medicamentos para encontrar um plano terapêutico adaptado às necessidades financeiras e ao estilo de vida do paciente. Isso inclui relacionar-se com o paciente para conhecer suas metas de saúde, preferências de atendimento e assim integrá-los ao desenvolvimento de seu plano de saúde.

Por outro lado, devem enfrentar os requerimentos da medicina de precisão de alta tecnologia, que permitem um diagnóstico apropriado e fármacos personalizados para estratégias de tratamento individualizado. Por último, o atendimento de saúde personalizado deve apoiar a tomada de decisões clínicas compartilhadas, entregando aos prestadores um acesso completo a prontuário médico compartilhado, em qualquer ponto do ciclo de la atendimento.

Compartilhar as documentações resultantes pode ajudar a gerar consciência, aumentar a adoção e a melhorar a tomada de decisões clínicas para cada paciente em particular.

. Adaptação

As organizações de saúde devem considerar a ideia da aprendizagem constante no sistema de saúde.

Também devem ser capazes de analisar os prontuários médicos de uma população completa de pacientes, e utilizar a informação como uma maneira de compreender qual é um plano de atendimento eficaz no futuro, e devem ser capazes de ver quais enfoques reduziram as hospitalizações desnecessárias e selecionar a opção de menor custo, a partir de uma série de tratamentos igualmente efetivos.

Ao adaptar-se constantemente e mudar a maneira de dar atendimento, realizarão melhoras contínuas e estabelecerão táticas de atendimento mais efetivos, como as melhores práticas e padrões da indústria .

Mediante a aplicação desses quatro princípios em uma iniciativa de saúde, as organizações poderão estar certas de que os dados  dos pacientes dentro de uma população completa serão consistentes e estarão coordenados de maneira efetiva entre as equipes de saúde. Desse modo, reduzirão as brechas no atendimento.

Para otimizar o resultado e os custos de atendimento e lograr o sucesso nas iniciativas de atendimento baseado na população e no valor, é essencial fazer parte de uma equipe com um plano de atendimento conectado e multidisciplinar baseado em evidências.

Dar atendimento a uma população trata-se do atendimento de cada paciente em particular. Aplicar esses princípios, pode ajudar as organizações de saúde a desenvolver um sistema sustentável e conectado que entregue as ferramentas, o conhecimento e o apoio que os prestadores precisam para manejar as populações, enquanto se enfocam em cada indivíduo.

Fonte:  www.intersystems.com