. Seu hospital é referência em segurança e controle de infecções. Como vê a importância do avanço tecnológico nos últimos anos?

O avanço tecnológico permitiu a melhoria no processo, rapidez e eficiência na comunicação, fazendo com que as informações necessárias para a tomada de decisão, por quem assiste o paciente, sejam mais assertivas e seguras. Além disso, com a implementação de softwares que permitiram a avalição de tendências e controle de indicadores, as decisões no campo gerencial e estratégico se tornam mais rápidas e mais facilmente disseminadas por toda a instituição.

. Como o senhor tem visto o avanço da segurança nos hospitais brasileiros em geral?

Apesar dos grandes esforços das agências acreditadoras e da busca, de alguns hospitais, pelas certificações, os avanços em nível nacional ainda são pequenos. Além disso, estamos muito aquém do necessário para ter um nível mínimo aceitável e fiscalizado na grande maioria das regiões do país. Como a saúde é um reflexo do contexto político e econômico, a desigualdade na segurança dos pacientes também se mostra marcante, conforme a situação geral brasileira.

. Qual a importância do prontuário eletrônico no processo da entrada até a alta do paciente?

O prontuário eletrônico do paciente (PEP) permite diminuir a burocracia, facilita a comunicação interdisciplinar e possibilita uma avaliação “in time” dos possíveis eventos adversos ocorridos. O PEP possibilita ainda a criação de uma inteligência artificial que melhora toda a tomada de decisão clínica, principalmente com alertas de segurança e informações clínicas cruciais para a equipe multiprofissional.

. Como a Internet das Coisas pode ajudar na inovação dos processos medicinais e hospitalares?

Dentre os processos hospitalares recentes, a Internet das Coisas (IoT), pode contribuir con sincronização dos equipamentos com as cirurgias, monitoramento dos bebês na maternidade, sensores de smartphones para cuidado de pacientes crônicos, coleta de dados do paciente através de conexão WiFi entre outros.

. Existe algum aplicativo que os senhores usem no SEPACO para ajudar no controle de infecções?

Sim, utilizamos software para auxiliar na detecção de casos de infecção hospitalar, em parceria com elaboração de relatórios com os indicadores que controlam o processo e os resultados, controle do risco de infecção nos pacientes cirúrgicos, controle do risco de pacientes que possam desenvolver infecções quando submetidos a procedimentos mais invasivos, tais como uma ventilação pulmonar, além de avaliação do uso de antibióticos, controle visualizado e integrado para todas as equipes técnicas dos pacientes que necessitam de precauções especiais que evitem a disseminação das infecções no ambiente hospitalar.

. Quais são os próximos passos para a modernização do Hospital?

No que se refere a TI buscamos o estágio de Hospital Digital, ou seja, teremos todos os registros clínicos armazenados eletronicamente e com certificação da autenticidade dos documentos através da Assinatura Digital. Buscamos automatizar os processos clínicos com mobilidade, trazendo aos profissionais a facilidade de acompanhar o estado clínico dos pacientes de forma simples, intuitiva e com alta disponibilidade.