Ao redor de 85.000 visitantes provenientes de 201 países participaram do Mobile World Congress 2014 (MWC), o principal evento da indústria móvel organizado por GSMA em Barcelona, Espanha. 

Além das inovações tecnológicas e dos aparelhos do futuro, o MWC lhe outorgou um espaço importante para a m-Health. De fato, os profissionais mais destacados do setor analisaram qual o papel da mobilidade no ambiente da saúde e qual é o impacto governamental que pode proporcionar.

Neelie Kroes, comissária europeia para a Agenda Digital, afirmou que conseguir a expansão de redes ultrarrápidas é uma parte essencial do caminho que se deve percorrer. Em busca de fomentar um sistema sanitário digitalizado e mais eficiente, Kroes defende um mercado de telecomunicações único. Por isso, durante sua apresentação propôs um serviço de roaming gratuito para facilitar a internacionalização do acesso aos aplicativos e ferramentas de saúde.

Según Jeanine Vos, diretora executiva de mHealth e mEducation da GSMA, os aplicativos móveis podem ser muito úteis para o autocontrole dos pacientes. “Poderiam prevenir-se complicações e melhorar a saúde dos cidadãos durante mais tempo”, afirmou Vos ao portal espanhol Silicon News. Além disso, enfatizou que a indústria sanitária europeia poderia economizar até 98.000 milhões de dólares nos próximos 5 anos caso sejam implementadas soluções m-Health.

Por outro lado, o CEO da GSMA, John Hoffman, referiu-se aos resultados do MWC 2014 e disse: “”Além do número de participantes e empresas participantes, a contínua expansão do evento demonstra que o celular é um dispositivo onipresente em nossa vida cotidiana e que cada vez está más integrado em nossas atividades diárias”.

A E-Health Reporter Latin America selecionou três propostas que tem impacto na m-Health e que foram apresentadas nos Mobile World Congress 2014:

Neurosurfer: A fim de obter informação sobre como funciona o cérebro do usuário em tempo real, este aplicativo foi projetado em um ambiente 3D para realizar estudos. Além disso, é útil para facilitar o diagnóstico precoce de enfermidades mentais (como, por exemplo, Parkinson) e otimizar a melhora cognitiva. 

iPediatric: Trata-se de um app de consulta pediátrica para iPhone e Android que ajuda a avaliar os sintomas e o crescimento de bebês de 0 a 12 meses. Inclusive, em casos de emergência, provê os passos necessários para proporcionar primeiros socorros. 

Galaxy S5: A Samsung lançou um dispositivo móvel que incorpora um sensor de ritmo cardíaco em sua parte traseira. E, mediante o aplicativo S Health, pode ajudar o usuário a criar um panorama mais completo de seu bem-estar físico. “Nossa visão sobre a saúde preventiva significa monitorização 24×7”, garantiu Young Sohn, presidente e responsável de estratégia de Samsung Electronics em uma mesa redonda sobre mHealth, durante a feira.

Uma cidade mHealth

Oulu, na Finlândia, pode ser considerada uma das cidades mais comprometidas com promover o uso das inovações tecnológicas para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. 

Desde 2008, os 190.000 cidadãos de Oulu formam parte de um programa de automonitoramento da Saúde. Se bem os usuários utilizam a plataforma para levar um controle de seus hábitos sanitários, os médicos de família só podem acessar a informação com uma autorização prévia.

Tanto os bons resultados como a aceitação positiva dos pacientes despertaram o interesse do Governo Nacional da Finlândia, que estaria entusiasmado em expandir a iniciativa ao longo de todo o país.  

“Nossa maior conquista foi criar aplicativos fáceis de usar e pensados para o cidadão”, explicou Sinnika Salo, vice-prefeito de Oulu, durante o MWC2014.