IA e código aberto: a combinação que está redefinindo os padrões da medicina moderna

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A inteligência artificial representa uma ferramenta fundamental para impulsionar o desenvolvimento e o acesso à saúde de diversas maneiras. A Red Hat oferece soluções de IA de código aberto capazes de ajudar o setor da saúde a melhorar sua eficiência e, neste artigo, demonstra isso com histórias regionais de sucesso.

Por Jorge Payró, gerente nacional para a Argentina e diretor regional SOLA-Leste da Red Hat

A combinação de IA e código aberto continua revolucionando a pesquisa por meio de técnicas avançadas. Um exemplo claro é a modelagem molecular com tecnologia de IA, que acelera a descoberta de medicamentos, ou a montagem colaborativa em plataformas como o Red Hat OpenShift . Essas ferramentas facilitam o intercâmbio de dados de ensaios clínicos entre instituições, evitando duplicações e melhorando a previsibilidade de efeitos colaterais. O aprendizado de máquina também possibilita a análise de prontuários médicos em escala global para identificar riscos antes mesmo da fase clínica.

A IA e a nuvem híbrida estão quebrando barreiras geográficas e econômicas. A transformação digital já não é só um objetivo, mas uma realidade contínua: trata-se de salvar vidas escalando o impossível. Com o código aberto, cada avanço em IA ou nuvem se torna um bem público global.

A Red Hat aplica sua expertise em código aberto e automação inteligente para ajudar o setor de saúde a melhorar a eficiência, reduzir custos e acelerar o lançamento de novos medicamentos. DevOps e IA agilizam o desenvolvimento farmacêutico, enquanto o Red Hat OpenShift garante uma rastreabilidade segura, da etapa de fabricação até o paciente. Além disso, APIs abertas integram todas as partes interessadas (hospitais, governos e laboratórios), eliminando gargalos nos processos regulatórios.

A flexibilidade das tecnologias de código aberto é fundamental para a adaptação em mercados exigentes e para melhorar a distribuição e o acesso aos medicamentos.

Histórias de sucesso

Na Argentina, a Red Hat tem trabalhado com diversas empresas do setor de saúde. Por exemplo, a empresa argentina de saúde pré-paga Medifé buscou transformar processos manuais com uso de papel em experiências digitais adaptáveis. Hoje, a empresa consegue oferecer novos serviços aos clientes com velocidade e escala 92% mais velozes para atender às rápidas mudanças na demanda, como o aumento da equipe de telemedicina em resposta à pandemia de COVID-19. Ao mesmo tempo, também foi fundamental no processamento de um volume 400% maior de documentos graças à sua nova plataforma de computação central.

Por sua vez, a Red Hat e o Ministério da Saúde da Argentina implementaram uma solução tecnológica ágil e escalável baseada no Red Hat OpenShift, que permitiu uma gestão eficiente durante a pandemia.

A plataforma processou mais de 10 milhões de transações desde o início da crise sanitária, garantindo informações em tempo real em todo o país. Também suportou um aumento de oito vezes no tráfego proveniente de sistemas de notificação da COVID-19, demonstrando sua capacidade de lidar com picos críticos de demanda.

Mas o impacto da Red Hat vai além da Argentina. Um exemplo paradigmático é o do Boston Children’s Hospital, um hospital pediátrico de referência nos Estados Unidos, onde a implementação de IA em radiologia usando o Red Hat OpenShift revolucionou os processos de diagnóstico. Anteriormente, os radiologistas desperdiçavam um tempo valioso em medições manuais e análises de milhares de imagens. A plataforma tornou possível automatizar a identificação de casos prioritários, detectar discrepâncias críticas e alertar imediatamente os especialistas, reduzindo drasticamente os tempos de interpretação. Assim, não só melhorou a qualidade e a precisão dos diagnósticos, mas também liberou os médicos de tarefas repetitivas para que pudessem se concentrar no que mais importa: o atendimento ao paciente. Essa transformação demonstra como a combinação de código aberto e IA está redefinindo os padrões da medicina moderna.

Graças ao código aberto, a qualidade de vida dos pacientes pode ser melhorada, como por exemplo, os que têm diabetes tipo 1. Usando o código aberto, eles podem ler seus medidores de forma consistente, monitorar seus níveis de açúcar no sangue sem as restrições dos medidores convencionais e ajustar seu tratamento de acordo com suas necessidades pessoais e mudanças na rotina.

O código aberto está transformando as tecnologias digitais, já que oferece um novo modelo colaborativo para abordar problemas de saúde complexos, fazendo a diferença na vida de milhões de pessoas em todo o mundo. O foco na autonomia, no acesso e na gestão da insulina destaca a importância da tecnologia acessível e colaborativa na área da saúde.

A cibersegurança também é um aspecto transversal, que exige não apenas ferramentas tecnológicas, mas também treinamento cultural para gerenciar riscos na evolução dos sistemas.

Tanto no setor de saúde quanto no farmacêutico, a segurança e a rastreabilidade de dados são cruciais não apenas devido às regulamentações, mas também pelo seu impacto direto na vida humana. Na Red Hat, esse desafio é encarado com uma abordagem multicamadas baseada em tecnologia aberta e governança robusta.

A chave é equilibrar inovação com responsabilidade. Não se trata apenas de tecnologia, mas de construir ecossistemas onde pacientes, médicos e empresas farmacêuticas confiem na segurança de seus dados e na transparência de seu uso.

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